AVC

O QUE É UM AVC ?

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é um dano cerebral causado pela interrupção do fluxo sanguíneo. Requer diagnóstico médico, e sempre requer exames laboratoriais ou de imagem.

Assim como nos casos de enfartes cardíacos, a chance de uma pessoa ter um AVC quando há casos na família é maior. Por isso, o paciente deve ser acompanhado preventivamente e com mais cuidado.

Existem dois tipos de AVC, o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico. O primeiro ocorre devido ao rompimento de um vaso intracraniano, causando uma hemorragia cerebral. Já o AVC isquêmico quando a obstrução de uma artéria que leva o sangue o cérebro.

FACTORES DE RISCO DO AVC

Os factores de risco do AVC hemorrágico que você pode tratar ou alterar são:

  • Hipertensão
  • Fibrilação atrial
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Colesterol alto
  • Uso pesado de álcool
  • Sobrepeso e obesidade
  • Sedentarismo.

Os factores de risco que você não pode mudar incluem:

  • Idade: o risco de AVC aumenta com a idade
  • Sexo: o AVC é mais comum em homens até os 75 anos de idade, quando ele passa a ser mais comum em mulheres. Isso acontece porque no geral as mulheres vivem mais, aumentando o risco com o passar dos anos
  • Histórico familiar: o risco de acidente vascular cerebral é maior se um pai, irmão, ou irmã teve um AVC
  • História de AVC.

PRINCIPAIS SINTOMAS DO AVC

Os sintomas de um AVC são dificuldade de andar, falar ou de discernimento, bem como paralisia ou adormecimento do rosto, braço ou perna.

Os principais sintomas ligados ao AVC hemorrágico são dor de cabeça de início súbito e muito forte, associados a náuseas, vômitos, perda de força, dormência em um lado do corpo ou até desmaio. Em relação ao isquêmico, os principais sinais são perda de força ou dormência em um lado do corpo, alterações na fala, visão dupla, dificuldade no equilíbrio ou boca torta.

PRINCIPAIS CAUSAS DO AVC

No AVC hemorrágico as principais causas são hipertensão arterial(principalmente aliada ao alcoolismo e tabagismo), aneurismas e malformações arteriovenosas. Nos isquêmicos são êmbolos (coágulos), que podem ser originados do coração ou das artérias que levam o sangue ao cérebro, como as carótidas e as artérias vertebrais, vindo a obstruir a circulação em determinada área.

As doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), mesmo controladas, ao longo do tempo causam lesões vasculares que progressivamente obstruem ou fragilizam os vasos. Nesses casos, o paciente deve ter acompanhamento médico regular e realizar exames preventivos.

Os riscos podem ser minimizados desde que a pessoa esteja disposta a adotar medidas não medicamentosas que podem reduzir a pressão arterial e contribuir para a prevenção do AVC, tais como: redução do consumo de sal, gorduras e álcool, dieta adequada aos diabéticos, realização de atividade física regular e controle do peso, além da adoção de um estilo de vida menos estressante.

Outras causas de AVC hemorrágico incluem:

  • Inflamação nos vasos sanguíneos, que podem se desenvolver a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose
  • Distúrbios de coagulação do sangue, como a hemofilia
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço que resultam em danos aos vasos sanguíneos na cabeça ou no pescoço
  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro
  • Angiopatia amiloide cerebral (uma doença degenerativa dos vasos sanguíneos)
  • Aterosclerose
  • Arritmias cardíacas
  • Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de uma válvula cardíaca
  • Endocardite
  • Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito
  • Distúrbios de coagulação do sangue
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos)
  • Insuficiência cardíaca
  • Infarto agudo do miocárdio.

SEQUELAS DO AVC

As pessoas podem ter:

  • Nos músculos: dificuldade para caminhar, fraqueza de um lado do corpo, fraqueza muscular, incapacidade de combinar movimentos musculares, músculos rígidos, paralisia com músculos fracos, problemas de coordenação, paralisia de um lado do corpo ou reflexos hiperativos
  • Na visão: perda temporária da visão em um olho, súbita perda da visão, visão dupla ou visão embaçada
  • Na fala: dificuldade de fala, fala arrastada ou perda da fala
  • No corpo: distúrbio do equilíbrio ou vertigem
  • Nos sentidos: comichão ou redução na sensação de tato
  • Na cognição: confusão mental ou incapacidade de falar ou entender
  • No rosto: entorpecimento ou fraqueza muscular
  • Também comum: afasia de wernicke, dificuldade para engolir, dor de cabeça, membros fracos ou nistagmo

Essas informações descrevem o que geralmente acontece com uma condição clínica, mas não se aplicam a todas as pessoas. Essas informações não são uma consulta médica. Portanto, entre em contato com um profissional da área de saúde se você apresentar um problema médico. Se você acredita ter uma emergência médica, ligue para seu médico ou para um número de emergência imediatamente.

Detalhando as informações, geralmente o AVC deixa como sequelas:

  • Paralisias: a área mais afetada pelo AVC é aquela responsável pelos movimentos do nosso corpo, sendo o lado esquerdo do cérebro responsável pelos movimentos do lado direito e viceversa. Por isso, é comum os pacientes passarem os primeiros dias após o AVC com um dos lados do corpo paralisados, e mesmo com a recuperação alguns têm a movimentação limitada. Pensando nisso, é essencial que o paciente não passe todo o tempo deitado, mesmo em sua estadia no hospital.
  • Défice sensitivo: a perda de sensibilidade do lado afetado pelo AVC acontece quando a área do encéfalo responsável por interpretar a sensibilidade é lesada. Grande parte da melhora acontece no primeiro ano após o evento, mas nada impede que elas continuem acontecendo. Uma atividade que pode ajudar na recuperação da sensibilidade é expor a área afetada a diferentes materiais, como esponjas, papéis, madeira, lixas ásperas e etc.
  • Afasia: quando o AVC ocorre na área do cérebro correspondente à linguagem, é comum o paciente sofrer com a afasia, a perda da comunicação, que pode ser a fala ou o entendimento de uma mensagem. Ela pode ser dividida basicamente em dois grandes grupos: afasia de expressão (quando o paciente entende o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada) e de compreensão (quando ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito). Caso a dificuldade esteja em se expressar, é fundamental o trabalho do fonoaudiólogo. Com esse acompanhamento, é possível até mesmo que uma pessoa que não conseguia dizer nada, reaprenda algumas palavras. Durante esse processo, enquanto a vítima do AVC ainda não consegue se comunicar pela fala ou escrita, podem ser combinados códigos, como mímicas ou acenos de cabeça. No caso de uma afasia no grupo da compreensão, é importante que a família e o cuidador fiquem atentos aos sinais que ela pode apresentar, pois é muito difícil reconhecer essa dificuldade. No geral, a pessoa não responderá suas perguntas de forma adequada, e falará sobre assuntos que não estão sendo discutidos no momento. Essa situação tem recuperação progressiva, e o melhor a fazer é entender que o paciente não tem consciência disso e esperar que as ligações cognitivas se recomponham adequadamente.
  • Apraxias: além da dificuldade na fala, um paciente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a pessoa sabe o que é uma chave e sabe o que é uma fechadura, mas simplesmente não consegue ligar uma coisa na outra, realizando o ato de inserir a chave na fechadura. É uma sequência que a pessoa não sabe mais fazer. Outro exemplo de apraxias é a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo. Nesses casos o paciente precisa reaprender a fazer esses processos. É necessário ensinar novamente essa sequência de movimentos, que deve ser lembrada e exercitada.
  • Negligência: essa sequela diz respeito ao paciente que negligencia uma parte ou um lado se seu corpo – a intensidade do problema dependerá do tamanho da lesão. Ela se caracteriza por uma falta de percepção da metade afetada do corpo, como se aquele segmento não pertencesse à pessoa. É uma sequela muito grave, mas que normalmente desaparece depois dos três primeiros meses. Os quadros de negligência podem ser de três tipos – motor, visual e sensitivo. Ou seja, o indivíduo consegue se movimentar, enxergar ou sentir as coisas, mas o cérebro não processa essas possibilidades.
  • Agnosia visual: entende-se por agnosia visual a incapacidade da pessoa de reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar de essa não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. É importante exercitar esse lado do paciente, apresentando-o para novos objetos, sempre com muita paciência – uma tática é começar por objetos que faziam parte do cotidiano do paciente antes do AVC.
  • Défice de memória: a perda de memória normalmente é défice secundário, inserido dentro de um contexto de outras perdas. O sintoma de déficit de memória dependerá da área do cérebro afetada, mas no geral a pessoa perde a capacidade de lembrar eventos recentes, recordando apenas episódios passados.
  • Lesões no tronco cerebral: no tronco cerebral estão localizados centros responsáveis por atividades vitais, como a respiração. Lesões no tronco cerebral podem deixar sequelas graves e até mesmo levar à morte – a gravidade dependerá da extensão da lesão. Pacientes com esse tipo de sequela podem apresentar também paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldades para engolir – cada ponto sendo tratado por sua especialidade específica.
  • Alterações comportamentais: Ocasionados por uma lesão na parte frontal do cérebro, as alterações comportamentais são comuns em vítimas de AVC. O indivíduo geralmente passa por quadros de agitação e quadro de apatia, passando por sintomas como perda de iniciativa ou explosões de raiva sem causa aparente. Os cuidadores devem buscar orientação medica, pois em alguns casos pode ser necessário que o paciente seja medicado.
  • Depressão: até 30% dos pacientes com AVC, principalmente aqueles que sofreram lesão no hemisfério esquerdo do cérebro, podem desenvolver a depressão pós-AVC. A doença funciona exatamente como a depressão comum, mas há uma janela de tempo que liga esses sintomas ao AVC. Os sintomas são iguais aos da depressão comum – tristeza, apatia, sono inadequado, transtornos alimentares, entre outros – e pede um tratamento especializado com um psicólogo ou psiquiatra.
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): uma pesquisa feita pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que quase um para cada quatro pacientes de AVC sofrem de estresse pós-traumático, e um em cada nove pacientes desenvolve TEPT crônico mais de um ano depois. Sintomas que ajudam a identificar o problema são pesadelos persistentes e tendência do paciente a evitar lembranças do evento, bem como frequência cardíaca e pressão arterial elevadas.

A recuperação depende da localização e da quantidade de danos cerebrais causados por acidente vascular cerebral, a capacidade de outras áreas saudáveis do cérebro para assumir a funcionar para as zonas danificadas, e reabilitação. Em geral, a menos que haja danos no tecido cerebral, as chances de invalidez são pequenas.

TRATAMENTOS GERALMENTE INDICADOS NO AVC

O tempo de ação e o encaminhamento são essenciais para o tratamento eficaz. Se o indivíduo for atendido em até seis horas após o início dos sintomas, o médico pode fazer a desobstrução da artéria. No caso do isquêmico, por exemplo, o rápido atendimento previne a lesão permanente da área do cérebro afetada e diminui a chance de sequelas e morte. Já nos diagnósticos hemorrágicos, o tratamento precoce também evita lesões permanentes, diminui a mortalidade e chance de uma nova hemorragia.

O tratamento antecipado com medicamentos pode minimizar os danos cerebrais. Outros tratamentos concentram-se em limitar as complicações e impedir AVCs adicionais.

As cirurgias são indicadas em alguns casos de AVC isquêmico, como quando a área cerebral afetada possui extensos coágulos e não é possível fazer a desobstrução da artéria, quando há uma hemorragia extensa e que o sangue precisa ser drenado ou em alguns casos de aneurismas nos quais o tratamento endovascular (cateterismo) não seja indicado.

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC vai depender sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.

VANTAGENS DO TRATAMENTO DO AVC – ABR

O método de ABR (AdvancedBrainRehabilitation) é o resultado da colaboração do Dr.Roy laTouche, do Dr.Eduardo Fernandes e do Dr. Jorge Villafañe. Formados nas melhores Universidades do Mundo, nomeadamente Universidad Europea de Madrid e University of San Francisco (E.U.A).

O método ABR recupera o SNC (Sistema Nervoso Central) de forma tão rápida, que consegue na maioria das vezes, logo na primeira hora de aplicação, ganhos imediatos de sensibilidade e movimento. Levando os pacientes a:

– Recuperar mais em 2 consultas que em 8 meses de fisioterapia diária e intensiva.- Conseguir executar movimentos que os médicos lhe disseram que nunca mais iam ter. – Recuperar a flexão dorsal e a flexão do joelho na segunda aplicação do metódo, depois de estarem mais de 3 anos sem executar esses movimentos. – A ganhar sensibilidade no lado hemiplégico de forma rápida, conseguindo ganhos de 2 pontos no percentual de 0 a 10 em apenas duas consultas.

 

Um acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença grave com risco de vida que ocorre quando o suprimento de sangue a uma parte do cérebro é interrompido.

Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) são uma emergência médica e o tratamento urgente é essencial, pois quanto mais cedo uma pessoa recebe tratamento para um acidente vascular cerebral menos danos existe.

Se suspeitar que você ou alguém está tendo um acidente vascular cerebral (AVC), telefone para o 112 imediatamente e peça ajuda.

Sinais e sintomas do Acidente Vascular Cerebral

Os primeiros sinais que aparecem quando se sofre um AVC são muito repentinos. Os sintomas incluem:

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  • Dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo (pode ser um braço, perna ou parte inferior da pálpebra descaídos, ou a boca torta e salivante).
  • Fala arrastada ou dificuldade em encontrar palavras ou discurso compreensível.
  • Visão subitamente enublada ou perda de visão.
  • Confusão ou instabilidade.
  • Forte dor de cabeça.

Um teste simples que o pode ajudar a reconhecer se uma pessoa teve um AVC é verificar se:

  • A pessoa pode sorrir? Tem a sua boca ou um olho caído?
  • A pessoa consegue levantar os dois braços?
  • A pessoa consegue falar com clareza e entender o que le dizemos?

Se reconhecer algum destes sinais, ligue o 112 imediatamente.

  • Se todos estes sinais desapareceram depois de apenas alguns minutos ou algumas horas, é porque foi um Ataque Isquémico Transitório (AIT). O AIT, também conhecido como um mini-AVC, deve ser tratado como uma emergência, porque é necessário uma avaliação médica urgente.

 Porque acontece o AVC?

Como todos os órgãos, o cérebro precisa de oxigênio e nutrientes fornecidos pelo sangue para funcionar corretamente.  Se o fornecimento de sangue é restrito ou interrompido, as células cerebrais começam a morrer. Isso pode levar à lesão cerebral, deficiência e muitas vezes a morte.

O cérebro controla tudo que o corpo faz, por isso, uma lesão no cérebro afectará as funções corporais. Por exemplo, se um AVC danificar a parte do cérebro que controla o movimento dos membros, ficaremos com essa função afectada.

O cérebro controla a forma como pensamos, aprendemos, sentimoscomunicamos. Um AVC também poderá afectar estes processos mentais.

Um AVC é repentino e os efeitos no corpo são imediatos.

Existem dois tipos principais de AVC:

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  1. O tipo de AVC mais comum é o Isquémico, denominado por AVC Isquémico, o qual acontece quando um coágulo bloqueia a artéria que leva o sangue para o cérebro.  O AVC Isquémico pode ser provocado por:
    • Uma trombose cerebral, quando um coágulo de sangue se forma numa artéria principal em direcção ao cérebro.
    • Uma embolia cerebral, quando o bloqueio causado pelo coágulo, bolha de ar glóbulo de gordura (embolismo) se forma num vaso sanguíneo em alguma parte do corpo e é levado na corrente sanguínea para o cérebro.
    • Um bloqueio nos pequenos vasos sanguíneos da parte mais profunda do cérebro.

     

  2. O segundo tipo de AVC (hemorrágico) é um derrame, quando um vaso sanguíneo rebenta, causando um derrame (hemorragia) no cérebro. A isto se designa de AVC Hemorrágico. Pode ser provocado por:
    • Uma hemorragia intra-cerebral, quando um vaso sanguíneo rebenta dentro do cérebro.
    • Uma hemorragia subacnóidea, quando um vaso sanguíneo na superfície do cérebro sangra para a área entre o cérebro e o crânio (espaço subacnóide).

Fatores de Risco do AVC

Sexo – Nas pessoas com menos de 75 anos, os homens sofrem mais AVC do que as mulheres.

Idade – Os AVCs são mais comuns nas pessoas com mais de 55 anos e o risco continua a aumentar com o decorrer da idade. As artérias endurecem e ficam incrustadas pela acumulação de colesterol e de outros detritos (aterosclerose) formados ao longo dos anos.

Histórico Familiar – Ter um parente próximo que teve um AVC aumenta o risco, possivelmente porque, condições como alta pressão arterial e diabetes são hereditárias.

Condições Físicas – Se não forem tratadas, com o tempo estas condições podem danificar as artérias:

  • – Pressão Arterial Alta (hipertensão)
  • – Doenças de coração e batimento cardíaco irregular (fibrilação atrial)
  • – Diabetes

O que podemos fazer:

Dieta: Uma dieta rica em gorduras faz com que o colesterol se acumule no sangue e estreite as artérias. Demasiado sal pode levar a pressão arterial elevada. Ter peso a mais (obeso) coloca pressão extra sobre o coração.

Álcool em demasia

Beber com muita frequência aumenta a pressão arterial. Beber uma grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo pode fazer com que um vaso sanguíneo se rompa.

Exercício

Um estilo de vida inactivo pode contribuir para a obstrução das artérias. Exercício regular pode ajudar a manter a corrente sanguínea e o coração saudáveis.

Fumar

Fumar causa pressão arterial alta e torna o sangue mais espesso. Os químicos no fumo do tabaco absorvidos pelo corpo, danificando a paredes dos vaso sanguíneos.

Reduza o Risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) :

  • Confira a sua pressão arterial regularmente
  • Deixe de fumar
  • Faça exercício regularmente
  • Evite beber em demasia
  • Corte no sal e nos alimentos com gorduras
  • Coma muita fruta e vegetais

Lesões no Cérebro provocado pelo AVC:

Um AVC provoca danos no cérebro afectando o modo como o corpo funciona.

Uma vez que o AVC é uma lesão cerebral, os seus efeitos ou sintomas vão depender da parte do cérebro que é afectada.

Cada AVC é diferente e as pessoas que o sofrem são afectadas de diferentes formas. Para alguns, os sintomas são bem leves e duram um curto período de tempo (apenas alguns minutos ou horas, no caso de um acidente isquémico transitório, AIT). Outros AVCs podem causar danos mais graves e duradouros.

Quando acontece um Acidente Vascular Cerebral (AVC), algumas células do cérebro são danificadas e outras morrem. As células cerebrais mortas não podem começar a trabalhar novamente, mas apenas aquelas que estão fora da área das células mortas podem recuperar essa área à medida que o inchaço causado pelo AVC diminui e se forem estimuladas a isso. Pode encontrar testemunhos de recuperações incríveis depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) aqui.

Também é passível que outras partes do cérebro possam aprender a ocupar as áreas que ficaram mortas. A maioria da recuperação acontece nos primeiros meses, mas as pessoas podem continuar a recuperar por mais anos depois do AVC desde que recebem os cuidados mais adequados. Se visualizar os testemunhos em baixo encontrará inúmeros casos que mesmo passado anos da pessoa ter tido o AVC ( acidente vascular cerebral) ainda foi possível recuperar a sensibilidade e o movimento.

Diferentes partes do cérebro controlam diferentes partes do corpo

A metade direita do cérebro controla o lado esquerdo do corpo e vice versa. Sintomas comuns como fraqueza em partes do corpo ou não ser capaz de usar um braço ou uma perna (paralisia) acontecem no lado oposto do corpo de onde se deu o AVC no cérebro.

Na maioria das pessoas, o lado esquerdo do cérebro é responsável pela linguagem (conversar, compreender, ler e escrever), e o lado direito é responsável pelas capacidades perceptivas (fazer-se sentido do que se vê, ouvir e tocar) e das capacidades espaciais (julgar tamanho, velocidade, distância ou posição no espaço).

Os efeitos de um AVC dependerão de:

  • Da parte do cérebro que foi danificada;
  • Da gravidade da lesão;
  • Da sua saúde geral quando o AVC acontece.

Recuperar do AVC

Cerca de um em cada quatro pessoas que tem um acidente vascular cerebral (avc) vai morrer, e aqueles que sobrevivem muitas vezes são deixados com problemas a longo prazo resultantes da lesão de seu cérebro.

Felizmente para a humanidade a criação do método de FAED vai permitir através de estimulação e enervação recíproca que o Sistema Nervoso Central recupere de forma extremamente rápida em comparação com todos os outros métodos de recuperação.
O método de FAED recupera o SNC (Sistema Nervoso Central) de forma tão rápida que consegue na maioria das vezes logo na primeira hora de aplicação ganhos imediatos de sensibilidade e movimento. Como pode ser visto na declaração do familiar da vitima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) a partir do minuto 0.35 neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=35P8uIIj8ik(vídeo 1) onde o mesmo, afirma que recuperou mais em 2 consultas com o método de FAED que em 8 meses de fisioterapia diária e intensiva. Nesse mesmo vídeo é possível ver no minuto 2.15 a paciente a declarar que o médico tinha lhe dito que nunca mais movimentava o braço e depois ela a movimentar o braço e ela a afirmar ter feito isso na 2º consulta. Movimentos que nunca tinha feito depois de ter o AVC, mesmo após 8 meses de fisioterapia diária.
A criação de novos circuitos neuronais é tão rápida que é possível ganhar movimentos perdidos e sensibilidade em poucas consultas. Neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=i_jHgpp4gcEa mãe da menina que sofreu acidente vascular cerebral afirma no minuto 0:52 que a menina faz movimentos que nunca tinha feito, mesmo após 8 anos de fisioterapia, podendo ser visto o movimento de flexão dorsal posteriormente. A recuperação de sensibilidade é também possível, mesmo quando o período de maior plasticidade neural já terminou. Como pode ser visto a partir do primeiro minuto neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ONCQKpKN9Xo onde há um ganho na escala de sensibilidade de 0-10 de grau 1 para grau 5 em apenas 4 consultas e nestehttps://www.youtube.com/watch?v=NiSymUfMPng onde há um ganho de dois pontos na escala de 0-10 em duas consultas. A capacidade do método de FAED é tão grande e possui resultados tão assombrosos, que neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=x1ZEpiwUBIs ao minuto 2:55 o paciente afirma ter movimentos sem vontade própria e que logo após a aplicação sente conforto e que o movimento logo após, já era mais fluido. Neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=wW3V_fMA1lE de um menino que teve paralisia cerebral pode ser visto o testemunho dos país da criança que afirmam que mesmo após 3 meses de tratamento intensivo onde gastaram mais de 18000 euros pouco ou nada ganharam e que agora após 10 consultas já ganhou flexão dorsal e movimentos nos membros superiores que antes nunca tinha tido.

 

 

 

 

 

 

Como reduzir o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Verifique a sua pressão arterial

A pressão alta causa o endurecimento das paredes das artérias (arteriosclerose) e coloca um maior esforço nos vasos sanguíneos. A pessoa pode não saber que tem pressão arterial alta, por isso deverá verificá-la regularmente. (A pressão normal saudável de um adulto é menos de 140/90mmHg.)

Tenha a sua saúde controlada

Outros problemas podem aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), incluindo:

  • Doença coronária;
  • Fibrilação atrial (batimento irregular do coração);
  • Colesterol alto;

O seu médico poderá prescrever medicamentos para manter estes problemas sob controle.

Aconselhe-se sobre os Anticoncepcionais e terapia hormonal

As hormonas podem deixar o sangue mais grosso e mais propenso a coagular, e podem aumentar o risco de pressão arterial alta:

  • A pílula anticoncepcional combinada (que contém estrogênio e progesterona);
  • Terapia de reposição hormonal.

Pergunte o seu médico sobre os tratamentos hormonais e escolha a melhor opção.

Viva Melhor- sem Stress e Depressão

Excesso de trabalho, desemprego, problemas familiares e luto – podem causar stress e depressão. Isto pode afectar o físico e, se não tratado,provocar problemas de saúde a longo prazo. É importante obter ajuda.

Faça exercício físico

Actividades físicas regulares ajudam a baixar a pressão arterial, criam um equilíbrio saudável nas gorduras do sangue e melhoram a capacidade do seu corpo para lidar com a insulina. Actividades como caminhar, dançar, nadar, andar de bicicleta, jogar ténis ou golfe podem ajudar. O que importa é que faça algo que o exercite e levemente sem fôlego.

exercicioComeçe devagar, principalmente se não está acostumado(a) com exercícios físicos. Aumente gradualmente para 30 minutos por dia.

Apenas 30 minutos de actividades cinco dias por semana são suficientes para reduzir os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Não é necessário fazê-lo de uma só vez – é igualmente eficiente exercitar-se algumas vezes por dia em sessões de 10, 15 ou 20 minutos.

Faça mais actividades por dia. Procure formas de acrescentar mais exercício à sua rotina diária. Por exemplo:

  • Use as escadas e não o elevador;
  • Vá a pé às lojas ao invés de conduzir;
  • Desça do autocarro antes do seu ponto e siga a pé até sua casa.

Se sentir tonturas, dor (principalmente no peito) ou tiver dificuldade para respirar, pare o exercício imediatamente e fale com o seu médico.

Tenha uma Alimentação saudável

alimentacaoComa muitas frutas e vegetais

Recomenda-se comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia. Uma porção é aproximadamente 80 gramas – por exemplo: uma maça, uma laranja ou um copo de sumo de uva, uma cenoura grande, um punhado de uvas, uma manga ou três colheres de sopa de ervilhas.

Escolha proteínas com pouca gordura

Não coma muita carne vermelha – prefira peixe, aves (sem pele), caça ou alternativas vegetarianas. A maioria das carnes vermelhas tem muita gordura saturada, o que contribui para o engrossamento das paredes das artérias.

Reduza o sal

O sal eleva a pressão sanguínea. Não acrescente sal à comida e evite alimentos processados que contenham muito sal.

Coma mais fibras

Alimentos ricos em fibras ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue. Prefira cereais integrais, aveia, arroz integral, massa e pão de farinha integral.

Limite a quantidade de gordura ingerida

Muita gordura poderá entupir as artérias e acrescentar problemas de peso. Procure limitar a quantidade usada e prefira óleos de noz, sementes e vegetais à margarina e manteiga.

Mantenha o peso

Estar acima do peso recomendado é um factor de risco para pressão arterial alta, doença coronária e diabetes. Estes factores aumentam o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Uma dieta saudável e exercícios regulares ajudarão a controlar o seu peso.

Beber demasiado álcool eleva a pressão arterial.

Beber mais de seis unidades em seis horas, poderá ser perigoso e aumentar muito o risco de ter Acidente Vascular Cerebral.

Um copo de vinho pode ter entre 1.5 e 3 unidades, dependendo do tamanho.

Uma medida de bar de bebida destilada ou meia caneca de cerveja fraca ou leve é uma unidade de álcool.

Deixe de fumar

O fumo duplica os riscos de AVC porque causa endurecimento (arteriosclerose) das paredes das artérias e faz com que o sangue fique mais propenso a coagular. Isso aumenta o risco de AVC ( Acidente Vascular Cerebral).

Mudanças psicólogicas depois do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Sentimentos de raiva, desespero, frustração e tristeza são normais paras as pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral e para as suas famílias. Preocupações relacionadas com o trabalho, dinheiro, relações próximas e perda de confiança podem levar à ansiedade e depressão. O cansaço que usualmente segue um AVC pode tornar a depressão pior.

A pessoa pode ter dificuldades no controlo das suas emoções. Ter mudanças de humor dramáticas e explosões súbitas – como chorar ou rir em situações desproporcionais – isto pode dever-se ao dano que o AVC causou no cérebro.

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