Dor lombar

Dor Lombar

Na análise da incidência de dores nas diversas áreas da coluna, podemos constatar
que existe uma evidente associação entre a região do corpo em que há maior incidência de
dor e a carga imposta de peso corporal e a presença de maior movimento.

A dor nas costas é a causa mais comum de incapacidade para pacientes com
menos de 45 anos de idade. Embora a dor nas costas seja um a queixa extremamente
comum e corriqueira, em 80 a 90% dos casos não se consegue determinar qual a causa da
patologia. Os fatores de risco mais comuns para as recorrentes dores seriam: insatisfação
com o trabalho, levantamento de peso de maneira repetida, vibração de baixa freqüência,
baixo nível educacional, fumo e problemas sociais (WEINSTEIN & BUCKWALTER,
2000).

A região lombar da coluna vertebral é a mais lesada principalmente por causa das
magnitudes das cargas a ela imposta. A fonte de dor lombar pode estar localizada
em vários locais diferentes na área lombar. Acredita-se que nas dores que aparecem de
maneira súbita, os músculos sejam a principal causa, irritados por algum movimento rápido
de torção ou levantamento. Em casos de dor do tipo crônica e de baixa intensidade, a
possível causa pode ser o uso excessivo (HAMILL & KNUTZEN, 1999).
A dor lombar é como uma campainha de um despertador é com isso que têm se comparado a dor, soandoambos na mente de maneira consciente, alertando-nos a eminência ou probabilidade de uma
lesão. Sua relação com a lesão seria de maneira indireta. Quando tocamos um fogão quente,
sentimos dor, porém não instantaneamente, apenas quando a retiramos do perigo. A lesão
nos tecidos e as respostas reflexas dos músculos à lesão operam em um nível. Em outro
nível, este maior, a dor é percebida quando este estímulo de baixo nível chega à
consciência. Ali é modificado por influências, conscientes e inconscientes de alto nível
(RANNEY, 2000).
A dor pode ser de qualquer parte do corpo e de qualquer tipo e causa, porém
necessita de uma estrutura do sistema nervoso para que possa se manifestar. Toda sensação
dolorosa aguda geralmente é produzida por um agente externo, ou por um distúrbio
orgânico interno. Por resultado deste estímulo nocivo, nociceptivo, as terminações nervosas
enviam estímulos dolorosos ao sistema nervoso central, o qual determina diversas reações,
emoções, ou mesmo respostas que contribuem para uma adaptação ou restabelecimento do
equilíbrio orgânico alterado momentaneamente (KNOPLICH, 2003).
A tradicional teoria afirma que, em todo e qualquer tecido orgânico, existem
terminações nervosas específicas para a sensação da dor que, por sinapses ativam os
neurônios do corno posterior da medula. Os eixos desses neurônios cruzariam o lado oposto
da medula espinhal ascendendo ao quadrante ventrolateral como trato espinotalâmico. A
sensação, ou mesmo percepção de dor, resultaria dos impulsos espinotalâmicos que
ativariam certos neurônios do núcleo póstero-lateral-ventral do tálamo ou do córtex, ou
mesmo de ambos (KNOPLICH, 2003).

Se os músculos podem causar sofrimento, a origem das dores persistentes estaria
na localizada nos ligamentos, nas cápsulas das articulações zigapofisárias e na combinação
disco e ligamento próximos dos discos. Estas possíveis causas acabam por vezes sendo
negligenciadas pelos autores de manuais sobre a coluna vertebral, que acabam por
fundamentar sua reflexão apenas no esqueleto ósseo (VIEL & ESNAULT, 2000).

Historicamente, o início do processo álgico ( dor lombar) deve ser avaliado em termos de ser
agudo ou crônico, e se a dor teve um surgimento insidioso ou se pode ser relacionada a
algum episódio de trauma. a dor deve ser caracterizada de acordo com sua localização,
verificando se é exclusiva das costas, ou também desce para as pernas. É importante
determinar o padrão de dor. Em pacientes com problemas ciáticos, a dor se irradia pela
distribuição de uma das raízes nervosas que contribuem para a formação do nervo ciático,
caracteristicamente L4, L5, ou S1 (WEINSTEIN & BUCKWALTER, 2000).

Um disco com protusão central provoca dor lombar, dor nas costas, com a possibilidade desintomas do intestino e da bexiga; uma protusão na área intermediária causa dor na faceposterior do membro inferior e na região lombar; e uma protusão lateral causaria dor principalmente na parte posterior da perna (MAGEE, 2002).

Salter (2001), afirma que a porção herniada do núcleo pulposo se torna dura e
desidratada. Previamente avascular o núcleo pode se tornar vascularizado. Neste caso, a
reação ao núcleo pulposo pode ser de resposta auto-imune. Eventualmente, muitas semanas
após a herniação, a porção herniada do núcleo sofre fibrose, encolhe-se e deste modo alivia
a pressão sobre a raiz nervosa. Ocasionalmente, entretanto, a porção herniada pode ficar
separada ou seqüestrada, podendo migrar tanto proximal quanto distal no canal vertebral.

Para Knoplich (2003), o núcleo pulposo pode agir como um antígeno, quando sai
do interior do disco e entra em contacto com o sangue, produzindo uma reação
imunológica, que poderia explicar a recorrência periódica. No curso clínico existem
períodos que provocam remissões totais inexplicáveis e exacerbações, sem causa
desencadeante aparente, como ocorrem em diversas reações imunológicas e reumáticas.

Um mecanismo auto-imune ainda não desvendado talvez permitisse compreender o sucesso
dos medicamentos antiinflamatórios não hormonais e o resultado, às vezes dramático, que
acaba se obtendo com os corticóides no alívio da dor, com suas aplicações locais.

 

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