Espondilite

O QUE É ESPONDILITE ANQUILOSANTE?

Podemos definir espondilite anquilosante como uma patologia crônica que ainda não se sabe de cura e que atinge as articulações do esqueleto axial, especialmente as articulações da coluna, quadril, joelhos e ombros. A inflamação pode também atingir outras partes do corpo como os olhos.

A espondilite anquilosante faz com que as vertebras na coluna se fundam, fazendo com que ela fique menos flexível, o que pode resultar numa postura curvada para a frente. Lembrando que se as costelas forem afetadas, poderá ser difícil respirar profundo.

A espondilite afeta mais homens que mulheres, aparecendo os sinais e sintomas logo no início da fase adulta. Apesar de ainda não existir cura, com um tratamento apropriado o paciente poderá minimizar a dor e os demais sinais e sintomas da doença.

CAUSAS DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Ainda não se conhece a causa da espondilite, mas já se sabe que existe um fator genético que facilita o aparecimento da doença que é denominado HLA-B27. Chega a 90% de pessoas que tem espondilite com esse marcador genético em países escandinavos. Nesses casos a teoria mais aceita é que a espondilite seja desencadeada através de uma infecção intestinal, já por elas serem predispostas geneticamente a desenvolver a doença.

Não é uma doença contagiosa, e nem pode ser transmitida através de transfusão de sangue. A chance dos pais com espondilite passarem a doença para seus filhos não passa de 15%.

FATORES DE RISCO

Temos como fatores principais para a predisposição da espondilite aquilosante:

  • Ser do sexo masculino, uma vez que a incidência da doença é maior entre os homens
  • Ser adolescente ou adulto jovem
  • Ter herdado o marcador genético HLA-B27. Mas, atenção, ter o marcador não quer dizer que a pessoa obrigatoriamente desenvolverá espondilite anquilosante

SINTOMAS DE ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Podemos listar como principais sintomas e sinais da espondilite anquilosante:

  1. Dor indo e voltando na lombar
  2. Dor na coluna (inteira ou em parte dela)
  3. Dor e inchaço nas articulações dos ombros, joelhos e tornozelos
  4. Dor e endurecimento no quadril
  5. Dor e endurecimento que pioram com a falta de atividade
  6. Dor nas articulações sacrilíacas (ente a pelve e a coluna vertebral)
  7. Dor nos calcanhares
  8. Endurecimento matinal
  9. A dor costuma melhorar com atividades ou exercícios físicos
  10. Dificuldade para expandir completamente o tórax
  11. Canseira
  12. Febre baixa
  13. Inflamação nos olhos ou nas estruturas internas do globo ocular
  14. Perda de movimentos ou mobilidade na parte inferior da coluna
  15. Perda de peso não intencional

Ao apresentar esses sintomas de espondilite, você deve imediatamente procurar um médico, especialmente se a dor for na lombar ou na região glútea que piora depois do período de repouso e melhora com atividades ou exercícios. Da mesma forma se você já foi diagnosticado com espondilite anquilosante, e começar a sentir outros sintomas, como dor e vermelhidão nos olhos, sensibilidade severa à luz ou visão embaçada.

Os especialistas capazes de diagnosticar espondilite anquilosante são:

Clínico geral; Reumatologista; Ortopedista.

Esteja preparado para a consulta médica. Isso pode facilitar o diagnóstico e economizar tempo. Leve as seguintes informações ao seu médico:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Informações sobre os problemas de saúde de seus pais ou irmãos
  • Se possível, leve um acompanhante

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Você sente dores? Em qual região? Com qual intensidade?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas?
  • Você sente dores mais fortes em algum momento específico do dia?
  • A sua dor melhora com alguma atividade ou exercício?

Além disso, leve suas dúvidas por escrito, e se lembre de começar sempre pela dúvida mais importante, garantindo que você terá todas as respostas para todas as suas dúvidas antes do término da consulta.

ESPONDILITE ANQUILOSANTE: DIAGNÓSTICO

Seu diagnóstico é clinico, podendo ser assessorado por exames laboratoriais e de imagem, que permitem ao médico a verificação de mudanças nas articulações e ossos. No entanto, as alterações não costumam se mostrar no primeiro momento, podendo ser necessária uma ressonância magnética da coluna vertebral, conseguindo assim uma investigação detalhada dos ossos e tecidos, com a finalidade de evidenciar dados sugestivos ainda na fase inicial.

TRATAMENTO PARA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

O tratamento é clínico e tem o objetivo de reduzir o risco de deformidades resultantes de suas complicações, e aliviar as dores e outros sintomas do paciente.

Tratamentos cirúrgicos não são indicados. A não ser quando o paciente tem alguma outra complicação ou problema na coluna cervical, mas são casos muito raros.

Além de medicamentos a fisioterapia é indicado para o paciente com o intuito de manter um programa de exercícios posturais e respiratórios, ocasionando o fortalecimento dos músculos e favorecendo a mobilidade das juntas.

Não se medique, isso é muito importante. Os remédios são prescritos pelo médico que o está acompanhando. A automedicação atrapalha o tratamento, piora os sintomas e afeta o diagnóstico.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES CAUSADAS PELA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

São várias os contratempos que a espondilite anquilosante pode acarretar, principalmente se não for tratada ou diagnosticada cedo.

  1. O curso natural da doença não tratada pode fazer com que a pessoa fique com a coluna completamente fundida, dura, perdendo toda a sua mobilidade, além de ficar com uma deformidade importante na região.
  2. Algumas pessoas podem apresentar problemas na válvula aórtica (insuficiência aórtica) e problemas nos batimentos cardíacos.
  3. Outros pacientes podem desenvolver fibrose pulmonar ou doença pulmonar restritiva.

RECOMENDAÇÕES

  1. Não se descuide da prática dos exercícios posturais e respiratórios indicados pelo fisioterapeuta. A imobilidade acelera a evolução da doença;
  2. Opte por uma dieta balanceada que ajude a controlar peso;
  3. Procure manter a postura correta sempre, qualquer que seja a situação;
  4. Escolha um colchão firme e sem ondulações para manter a coluna estável, enquanto dorme ou descansa.
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