Hérnia Toráxica

Incidência de hérnia discal toráxica

A incidência de hérnia toráxica sintomática é de aproximadamente um por milhão por ano. A maioria não provoca sintomas. Um estudo mostrou que a prevalência da hérnia discal torácica é de 37% em indivíduos assintomáticos. Abalamento discal pode ocorrer em até 53% das pessoas assintomáticas.
Dor na parede torácica, geralmente na distribuição de um dermátomo de um nervo torácico, ou mielopatia torácica com envolvimento dos membros inferiores são as manifestações mais comuns quando os sintomas estão presentes. Entretanto, em raras ocasiões, outros sintomas podem sugerir anormalidade abdominal, cárdio-torácica, pélvica ou, até mesmo, do ombro. Tais sintomas podem resultar em uma extensa investigação com exames complementares inconclusos e até cirurgias abdominais intempestivas desnecessárias (veja doenças da coluna que simulam doenças abdominais).
Diante de um quadro abdominal atípico é importante considerar a hérnia de disco torácica no diagnóstico diferencial. Sintomas prolongados de náuseas e dor abdominal têm sido relatados como sendo fatores predominantes no quadro clínico da hérnia discal torácica. Dores locais ou com a mobilização da coluna vertebral podem estar ausentes. Sinais de compressão do neurônio motor superior, como o sinal de Babynski, hiperreflexia nos membros inferiores e clônus são muito sugestivos de acometimento da coluna torácica. A pesquisa da sensibilidade demonstra nível sensitivo torácico.  A ressonância magnética elucida com grande precisão a lesão discal.

O tratamento da hérnia discal toráxica pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da evolução clínica.

A hérnia discal assintomática não requer nenhum tratamento. A reabsorção espontânea da hérnia tem sido relatada, mas a evolução mais comum é a permanência da uma hérnia assintomática. O tratamento conservador consiste em repouso relativo, analgésicos e fisioterapia para controle dos sintomas.
Embora a hérnia discal torácica que simula uma doença abdominal seja um evento raro, o diagnóstico incorreto pode resultar em não somente um procedimento cirúrgico abdominal desnecessário, mas em mielopatia progressiva ou paralisia.

Hérnia discal toráxica

O que é Hérnia de disco?

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso.O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e por suportarem mais carga.

A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar.

Tipos de Hérnia de Disco

  • Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
  • Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
  • Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Sintomas da ernia de disco

Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos). Esses sintomas podem variar dependendo do local acometido.

Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos.

Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da coluna mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo. Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas.

A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor.

Causas da Hérnia de Disco

Fatores genéticos têm um papel muito mais forte na degeneração do disco do que se suspeitava anteriormente. Um estudo de 115 pares de gêmeos idênticos mostrou a herança genética como responsável por 50 a 60% das alterações do disco.(backLetter 1995).

Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996.)

Entre factores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)

Diagnóstico e exame

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada

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