Terapia Manual na Hérnia

Terapia Manual na Hérnia

A terapia manual na hérnia é uma modalidade terapêutica composta por vários procedimentos, utilizada no tratamento de distúrbios mecânicos das estruturas músculo-esqueléticas.

Estes procedimentos incluem técnicas de manipulação, mobilização passiva, mobilização neuromuscular, tração manual e massagem nos tecidos moles.

A tração cervical (terapia manual na hérnia) é frequentemente aplicada como tratamento conservador para as disfunções cinéticos funcionais.

A técnica pode ser empregada nas posições supino ou sentada, de forma intermitente ou sustentada, com auxílio de dispositivos mecânicos ou hidráulicos, associados ou não com pesos e polias, e com duração variável.

Para Peake e Harte, há uma variabilidade de aplicação das técnicas de tração cervical variando entre a tração manual e outros tipos de tração mecânica: intermitente e estática, o que dificulta uma comparação entre os estudos. A tração manual consiste na aplicação de uma força de distração longitudinal para promover alongamento dos tecidos moles adjacentes à coluna vertebral.

As vantagens da tração manual incluem o feedback sensorial do toque, a especificidade da técnica e o conforto do paciente, mantendo-o em repouso. Alguns efeitos fisiológicos da tração incluem a descompressão das estruturas articulares, neurológicas e vasculares, o alongamento dos tecidos moles e a estimulação dos mecanorreceptores, proporcionando alívio da dor e redução do tônus muscular.

As técnicas manuais propiciaram considerável aumento dos estudos específicos de anatomia e biomecânica da coluna cervical.

Estudos biomecânicos têm tentado determinar o mecanismo empregado na técnica de tração cervical, incluindo a movimentação vertebral, a separação do forame intervertebral, o melhor ângulo de tração, o emprego adequado da força, o tempo ideal de tração e a deformação ligamentar.

Harrison relataram que a tração mecânica em dois vetores de força aumenta o espaço intervertebral significativamente. E estudo em cadáveres usando tomografia computadorizada (TC) demonstrou que a flexão da cervical com ou sem tração aumenta a área foraminal.

Liu demonstrou que a tração mecânica aumentou o forame intervertebral gradativamente conforme o aumento da carga de tração. Chung et al avaliaram a redução da hérnia de disco cervical por meio de ressonância magnética utilizando um dispositivo de tração pneumático portátil. No entanto, as opiniões são divergentes no método de aplicação e nos resultados clínicos.

Alguns estudos não demonstraram a relação entre o tempo de aplicação e a magnitude da carga, e os tratamentos conservadores permanecem sem padronização.

Além disso, são escassos os trabalhos publicados que mensurem o comprimento da coluna cervical quando submetida à tração manual. Wolfenberger et al, demonstraram que a análise radiográfica fornece uma avaliação mais precisa da amplitude de movimento da coluna cervical quando comparada com inclinometro ou goniômetro, portanto, considera a avaliação radiológica o “padrão ouro” para exames dos limites angulares e lineares dos movimentos da coluna cervical.

Em outro estudo, utilizou-se o raio X para mensurar a separação vertebral por dispositivo mecânico com a coluna a 0° e a 30°. Também foi utilizado radiografias na avaliação das distâncias entre processos transversos cervicais e a mobilidade após manipulação vertebral e na avaliação da instabilidade da coluna cervical superior em crianças com artrite reumatóide. Considerando a ampla aplicação da tração manual como tratamento para várias disfunções musculoesqueléticas na prática clínica do fisioterapeuta, o presente estudo teve como objetivo, na primeira etapa, o de mensurar as mudanças do comprimento da coluna cervical quando submetida à tração manual. Na segunda etapa, verificar se houve alterações da cervical após um período de 10 sessões de tração.

A manipulação como terapia manual na hérnia

A manipulação, ou seja, movimentos passivos abruptos da vértebra além de seu limite fisiológico, mas dentro do limite anatômico, é vista com cautela, dado que esse método mais agressivo não tem demonstrado abreviar o curso da enfermidade, nem tampouco reduzir a morbidade (Young et al.,1997). O mecanismo de ação da manipulação não é bem entendido, no entanto teorias atuais propõem que a dor provém de um desequilíbrio da atividade muscular, que através da ação reflexiva, a manipulação pode aliviar (Fiechtner & Brodeur, 2000) Embora ainda permaneçam dúvidas sobre a adoção da terapia auxiliar de manipulação, há indicações de seu uso antes de se decidir pelo procedimento cirúrgico (Bergmann & Jongeward, 1998)

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